30/11/2009

Meu 8º Dia.

Existem dois oitavos dias para mim. Aquele que anseio para mim e para as pessoas ao meu redor. E aquele que espero que seja no resto do mundo.
Basicamente a felicidade vem a ser um preceito inicial para discutirmos. É preferível buscar a felicidade a todo custo, do que contentar-se com uma vida de comodismos e facilidades. O que vem fácil vai fácil.
Para que meu oitavo dia seja pleno é preciso que a somatória dos outros sete anteriores tenha alguma validade, sirvam como “ponte” para o alcance dos objetivos esperados para o dia oitavo. Não importa o destino onde pretendemos chegar, importa também o caminho percorrido.
Os caminhos, descaminhos, atalhos, bifurcações, trechos perigosos, ruas sem saídas e sem visibilidade. Assim é a vida, constitui-se desses caminhos perpassados diariamente.
O oitavo dia que espero para o mundo vem a ser uma questão infinitamente mais abrangente. Qual o grande problema da atualidade? E o que estamos fazendo para solucionar tais problemas?
Enquanto não existir uma conscientização coletiva de que todos podem fazer a diferença, nunca, ou dificilmente nunca, as mudanças esperadas, e mais, sonhadas, existirão. Ficarão apenas nos campos dos sonhos. Enquanto a humanidade se preocupar insistentemente com o que a outra pessoa faz, ou deixa de fazer, não haverá paz, não haverá nada parecido com paz sequer. Enquanto houver os exageradamente milionários e os exageradamente mortos de fome... Nada fará sentido. Triste, mas verdade.
“A vida é o que acontece enquanto você faz planos”. Um grande homem disse isso uma vez. E é verdade. Enquanto nos preocupamos em nos enfeitar fisicamente, esquecemos de nos preocuparmos com a pureza de nossas almas. Exibimo-nos demais, quando na verdade não tenhamos nada a dizer, a não ser o que atributos físicos deixam a vista. Enquanto decidimos com que roupa iremos ao shopping, o mundo das pessoas ao seu redor poderia ser diferente. Bastaria que ida a esse “mundo capitalista e cruelmente comercial” fosse deixada de lado, algumas vezes que fosse.
Enquanto a solidariedade só existir em projetos sociais, e não existir a partir de cada um de nós, a miserabilidade não terá fim. Enquanto (nossos?) governantes se preocuparem apenas com o próprio bem-estar, o povo irá definhar.
Vivemos em pleno caos, só não enxergamos isso porque tudo acontece isoladamente. Mas um olhar mais global nos fará enxergar todos esses “cacos de vidro”.

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